| Imagem: Reprodução Rede Sociais |
A manifestação ocorre em meio às investigações da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF), que apura um suposto esquema de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro, corrupção e atuação de grupos voltados à intimidação de adversários ligados ao antigo Banco Master.
Na carta, a defesa pessoal de Henrique busca afastar a imagem apresentada nas investigações, nas quais ele é apontado pela PF como integrante de um núcleo responsável por financiar e coordenar ações do grupo conhecido como "A Turma". Segundo os investigadores, esse grupo teria sido utilizado para monitorar, intimidar e obter informações sigilosas de pessoas consideradas desafetas da família Vorcaro.
Declaração contrasta com decisão do STF
As alegações de Henrique contrastam com trechos da decisão do ministro André Mendonça, que, ao autorizar medidas cautelares na investigação, afirmou que o caso apresenta "contornos de máfia" e vai além dos tradicionais crimes financeiros.
Segundo Mendonça, as apurações indicam características de organização criminosa estruturada, envolvendo supostas práticas de intimidação, infiltração em órgãos públicos e uso de armamento, o que levou o ministro a classificar o caso como mais grave do que um simples esquema de crimes do colarinho branco.
Investigações seguem em andamento
Henrique Moura Vorcaro foi preso preventivamente durante uma das fases da Operação Compliance Zero. A Polícia Federal afirma possuir elementos que apontam sua atuação como financiador e operador financeiro de grupos investigados por espionagem, monitoramento ilegal e intimidação.
Até o momento, as investigações permanecem em curso. Os fatos apurados pela PF ainda serão analisados pelo Judiciário, e os investigados têm assegurados o direito à ampla defesa e ao contraditório. Não há condenação definitiva contra Henrique Moura Vorcaro ou os demais investigados mencionados nesta reportagem.
