| Foto: EVARISTO SA / AFP |
A ex-ministra das Relações Institucionais e deputada federal Gleisi Hoffmann afirmou que a família Bolsonaro teria atuado para favorecer a imposição de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. As declarações foram feitas em vídeo divulgado nas redes sociais, no qual a parlamentar acusou o grupo de agir em benefício do governo norte-americano em detrimento dos interesses nacionais.
Segundo Gleisi, a adoção das tarifas representa um ataque à soberania brasileira e teria contado com a atuação política de integrantes da família Bolsonaro junto a autoridades dos Estados Unidos. A deputada também defendeu que o Brasil mantenha uma postura firme diante das medidas adotadas por Washington, ressaltando que o país possui instrumentos diplomáticos e comerciais para responder caso seja necessário.
As declarações ocorrem em meio ao aumento da tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos, após o governo norte-americano anunciar novas tarifas sobre parte das exportações brasileiras. O governo brasileiro tem priorizado negociações diplomáticas e medidas de apoio aos setores afetados, enquanto avalia possíveis respostas dentro da legislação de reciprocidade comercial.
O tema também ganhou repercussão após declarações públicas de Eduardo Bolsonaro, que confirmou manter interlocução com autoridades norte-americanas e defendeu sanções direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes. O deputado afirmou, em entrevistas anteriores, que tinha conhecimento da possibilidade de medidas econômicas contra o Brasil e manifestou apoio a parte das ações adotadas pelos Estados Unidos.
Até o momento, a família Bolsonaro rejeita as acusações de agir contra os interesses nacionais. Aliados do ex-presidente sustentam que as críticas ao governo Lula e ao Supremo Tribunal Federal fazem parte de uma estratégia política e negam que tenham atuado para prejudicar a economia brasileira.
A crise comercial seguesendo acompanhada pelo governo federal e pelo setor produtivo, que busca reduzir os impactos das tarifas sobre as exportações brasileiras enquanto as negociações diplomáticas permanecem em andamento.
