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| Foto: Marcos Oliveira/Agencia Seanado |
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que tomou conhecimento da denúncia envolvendo o também deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) antes de o caso ganhar repercussão pública e que uma das origens das informações teria sido uma apuração conduzida pela jornalista Alessandra Medina, da revista Piauí.
Em entrevista ao UOL News, publicada em 12 de agosto, Lindbergh relatou que foi informado pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) de que a jornalista estaria investigando o caso. Segundo ele, após receber a informação, entrou em contato diretamente com Medina.
De acordo com o parlamentar, a jornalista teria relatado que havia conversado com a jovem apontada como possível vítima. Lindbergh afirmou ainda que já acompanhava o assunto havia cerca de dez dias quando decidiu levar a denúncia às autoridades.
“Eu soube pela Soraya Thronicke, que disse que uma jornalista chamada Alessandra Medina, do Piauí, estava fazendo uma matéria”, relatou Lindbergh ao UOL.
O deputado disse que, diante das informações que havia recebido, considerou que deveria encaminhar o material à Polícia Federal. “Eu tinha obrigação, eu sou deputado federal, e teve denúncia, tinha nome de pessoas”, afirmou. Para ele, cabe agora à PF verificar a autenticidade dos relatos e esclarecer os fatos.
Acusação é contestada
A acusação contra Alfredo Gaspar foi apresentada publicamente em março, durante o contexto da CPMI do INSS, e posteriormente encaminhada à Polícia Federal. Gaspar nega as acusações e apresentou uma versão diferente para os fatos. Segundo reportagens publicadas à época, ele afirmou que a história estaria relacionada a um episódio envolvendo um primo, e não a ele próprio.
O caso também provocou uma disputa judicial. Gaspar apresentou queixa-crime contra Lindbergh e Soraya Thronicke no Supremo Tribunal Federal, alegando, entre outros pontos, calúnia e injúria. Em decisão de abril, o ministro Gilmar Mendes registrou que a queixa apresentada pelo deputado atribuía aos parlamentares, em tese, crimes contra a honra.
Em maio, a defesa de Lindbergh sustentou perante o STF que o deputado teria agido no cumprimento de um dever funcional ao encaminhar a denúncia às autoridades. Soraya, por sua vez, afirmou ter atuado de boa-fé ao comunicar o caso à Polícia Federal.
“Guerra de versões”
Na entrevista mais recente, o UOL destacou que o episódio se transformou em uma disputa de versões, especialmente diante dos diferentes relatos apresentados pelos envolvidos. O comentarista Josias de Souza afirmou que a investigação precisa avançar para esclarecer as contradições, enquanto Leonardo Sakamoto ressaltou a necessidade de confirmar a identidade da suposta vítima e a consistência das informações apresentadas.
Lindbergh mantém a denúncia e defende que a Polícia Federal seja responsável pela apuração. Até o momento, entretanto, as acusações contra Alfredo Gaspar não devem ser tratadas como fatos comprovados, já que o parlamentar nega as imputações e o caso continua cercado por versões conflitantes e medidas judiciais.
O episódio segue, portanto, sob investigação e disputa jurídica, enquanto as autoridades analisam os elementos apresentados por cada lado.

