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| Foto:Wilton Júnior/Estadão |
A pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a investigação de uma suposta rede organizada de perfis falsos que teria sido utilizada para impulsionar ataques políticos contra sua imagem e a de outros nomes ligados ao campo conservador.
Segundo a documentação apresentada pela equipe jurídica do parlamentar, o levantamento identificou 51 páginas que, juntas, teriam publicado mais de 4,6 mil anúncios patrocinados entre março e junho deste ano. A representação também afirma que os impulsionamentos envolveram pagamentos realizados em reais, dólares e pesos colombianos, circunstância que, segundo a defesa, merece apuração pelas autoridades competentes.
De acordo com a ação, embora muitas dessas páginas possuíssem baixo número de seguidores, elas teriam alcançado um público estimado entre 77 milhões e 137 milhões de visualizações por meio de publicidade paga. Entre os principais alvos citados na representação estariam o próprio Flávio Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello. (Revista Timeline)
A defesa do senador sustenta que há indícios de atuação coordenada utilizando contas falsas e solicita ao TSE que determine a identificação dos responsáveis, além da preservação de registros e dados que possam esclarecer a origem da operação.
Até o momento, as alegações apresentadas pela pré-campanha ainda serão analisadas pela Justiça Eleitoral, não havendo decisão definitiva que confirme a existência da suposta rede nem atribuição formal de responsabilidade a grupos políticos específicos. O eventual envolvimento de integrantes da esquerda faz parte das alegações constantes da representação e dependerá da apuração das autoridades competentes. (Instagram)
O caso ocorre em meio ao aumento da fiscalização sobre campanhas digitais e do uso de publicidade política nas redes sociais durante o período pré-eleitoral. Especialistas apontam que o combate a perfis falsos, campanhas coordenadas e impulsionamentos irregulares tem sido um dos principais desafios da Justiça Eleitoral diante da crescente influência das plataformas digitais no debate público.

