Vídeo publicado nas redes sociais do partido compara o senador ao principal astro do futebol brasileiro e reacende debate sobre o uso político da imagem de celebridades
O Partido Liberal (PL) divulgou recentemente uma peça de comunicação produzida com o auxílio de inteligência artificial que estabelece uma associação direta entre o senador Flávio Bolsonaro e o jogador Neymar. Na publicação, o partido utiliza a frase “Flávio é Neymar, Neymar é Flávio”, buscando aproximar a popularidade do parlamentar à do atleta, um dos nomes mais conhecidos do esporte brasileiro.
O conteúdo foi divulgado nas redes sociais oficiais do PL às vésperas da convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026. O vídeo apresenta imagens geradas por inteligência artificial nas quais Flávio Bolsonaro aparece caracterizado como jogador da seleção, em uma estratégia de comunicação que mistura elementos do futebol com a disputa política nacional. (Poder360)
Segundo a legenda da publicação, o partido classificou o senador como seu “jogador principal”, reforçando a tentativa de conectar sua imagem ao prestígio esportivo de Neymar. A iniciativa ocorre em um contexto de pré-campanha eleitoral, no qual lideranças políticas buscam ampliar alcance e identificação junto ao eleitorado. (Poder360)
A relação entre Neymar e a família Bolsonaro não é recente. Durante as eleições presidenciais de 2022, o atacante manifestou apoio público ao então presidente Jair Bolsonaro, participando de publicações favoráveis à campanha de reeleição do ex-chefe do Executivo. Esse histórico de aproximação tem sido frequentemente lembrado por aliados políticos do ex-presidente. (Ric.com.br)
Especialistas em comunicação política observam que o uso de inteligência artificial e de referências à cultura popular tem se tornado uma ferramenta cada vez mais presente em campanhas e ações partidárias. A estratégia busca aumentar o engajamento nas redes sociais e aproximar figuras políticas de símbolos amplamente reconhecidos pelo público.
A publicação gerou repercussão nas redes sociais e reacendeu discussões sobre os limites entre marketing político, inteligência artificial e a utilização de personalidades do esporte em narrativas eleitorais. (diariodocentrodomundo.com.br)

