Clóvis Tramontina afirma que diminuir carga horária sem redução salarial pode prejudicar a economia e elevar preços ao consumidor
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| Foto Leandro Fonseca/Exame |
O empresário brasileiro Clóvis Tramontina voltou a chamar atenção ao comentar a proposta de redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas sem diminuição dos salários. Durante sua análise sobre o tema, ele classificou a discussão como equivocada e afirmou que o país estaria seguindo um caminho preocupante ao incentivar menos horas de trabalho.
“Estamos criando um país de vagabundos”, declarou Tramontina ao defender que o aumento da renda da população deveria ocorrer por meio de mais trabalho e produtividade, e não pela redução da carga horária. Apesar das críticas, o empresário destacou que não é contrário à busca por melhor qualidade de vida para os trabalhadores, mas questionou se há apoio amplo da população à mudança proposta.
Segundo ele, uma eventual redução da jornada teria impactos diretos na economia. Tramontina argumenta que, caso os salários sejam mantidos, as empresas terão aumento de custos operacionais, o que poderia resultar em reajustes nos preços dos produtos e serviços. Na avaliação do empresário, esse cenário acabaria afetando os próprios trabalhadores na condição de consumidores.
O empresário também ressaltou a necessidade de o Brasil manter sua competitividade diante de grandes economias globais. Ao citar países como China, Índia, Estados Unidos e diversas nações europeias, ele afirmou que o mercado internacional exige produtividade e eficiência, classificando a proposta de redução da jornada como uma “utopia” diante dos desafios econômicos atuais.
As declarações repercutiram nas redes sociais e reacenderam o debate sobre equilíbrio entre produtividade, qualidade de vida e direitos trabalhistas no Brasil.

