O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) afirmou que ainda não bateu o martelo sobre disputar o governo de Minas Gerais nas eleições de 2026 e indicou que a decisão deve ocorrer apenas nos próximos meses, possivelmente até julho.
Apesar de liderar pesquisas de intenção de voto no estado, o parlamentar tem adotado cautela e mantém o cenário em aberto. Segundo informações recentes, Cleitinho já chegou a mencionar diferentes prazos para definir sua posição — inicialmente março, depois abril e maio, e mais recentemente o meio do ano — o que tem gerado incerteza até dentro de seu próprio partido.
Liderança nas pesquisas pressiona decisão
Levantamento do instituto Real Time Big Data mostra o senador na dianteira em todos os cenários testados para o governo mineiro, com ampla vantagem sobre adversários como Rodrigo Pacheco e Alexandre Kalil.
Em um dos cenários estimulados, Cleitinho aparece com cerca de 34% das intenções de voto, abrindo mais de 10 pontos de vantagem sobre o segundo colocado.
Esse desempenho reforça a pressão para que ele confirme a candidatura, já que é visto como um dos principais nomes da disputa sucessória ao atual governador Romeu Zema, que não pode concorrer novamente.
Estratégia e cenário político influenciam decisão
Nos bastidores, a indefinição é atribuída a fatores estratégicos. Cleitinho avalia possíveis alianças e o posicionamento de outros nomes da direita, como o vice-governador Mateus Simões, além de movimentos de lideranças políticas no estado.
Há também preocupação com o isolamento político, dependendo de como se formarem as chapas e apoios partidários.
Nome central na disputa
Mesmo sem decisão oficial, Cleitinho é considerado peça-chave na eleição mineira de 2026. Analistas apontam que sua entrada ou não na disputa pode redefinir o equilíbrio de forças no estado, influenciando candidaturas de centro e direita.
A eleição para o governo de Minas está marcada para 4 de outubro de 2026, com possibilidade de segundo turno no fim do mês, caso nenhum candidato alcance maioria absoluta.
