Ex-presidente da Câmara pretende disputar vaga pelo Republicanos e intensifica movimentações visando as eleições de 2026
O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, tem articulado seu retorno à política institucional e pretende disputar uma vaga de deputado federal pelo estado de Minas Gerais nas eleições de 2026.
Filiado ao Republicanos, Cunha decidiu permanecer na legenda e trabalhar sua candidatura dentro da sigla, apostando na força eleitoral mineira como estratégia para viabilizar sua volta ao Congresso Nacional.
A movimentação ocorre cerca de uma década após sua cassação, em 2016, quando perdeu o mandato em meio às investigações da Operação Lava Jato. À época, Cunha também chegou a ser preso e tornou-se inelegível com base na Lei da Ficha Limpa.
Nos últimos anos, no entanto, sua situação jurídica mudou. Em 2022, a inelegibilidade foi revertida, e, posteriormente, decisões judiciais anularam condenações anteriores, removendo os principais impedimentos legais para uma nova candidatura.
Estratégia em Minas Gerais
A escolha por Minas Gerais não é casual. Segundo aliados, Cunha avalia que o estado — segundo maior colégio eleitoral do país — oferece maior potencial de inserção política, especialmente em um cenário fragmentado e competitivo.
O ex-deputado já iniciou movimentações políticas e busca consolidar apoios regionais, além de ampliar sua presença em diferentes regiões mineiras. A estratégia inclui capitalizar sua experiência no Congresso e suas conexões com lideranças políticas nacionais.
Tentativas recentes de retorno
Cunha já havia tentado retornar à Câmara nas eleições de 2022, quando concorreu por São Paulo, mas não obteve sucesso nas urnas. Apesar disso, manteve influência nos bastidores da política e segue próximo de figuras relevantes do chamado “centrão”.
Sua eventual candidatura em 2026 reacende debates sobre a reabilitação política de figuras envolvidas em escândalos de corrupção e o papel do Judiciário na revisão de condenações da Lava Jato.
Cenário em aberto
Embora a intenção de candidatura esteja colocada, a confirmação oficial ainda depende de articulações internas no partido e da formação de alianças no estado. Analistas avaliam que, apesar da liberação jurídica, Cunha enfrentará o desafio de reconstruir sua imagem junto ao eleitorado.
A possível volta do ex-presidente da Câmara ao cenário eleitoral promete movimentar o debate político em Minas Gerais e no país, especialmente em um contexto de polarização e reconfiguração das forças partidárias rumo a 2026.
