Inadimplência cresce no Brasil e atinge 81,7 milhões de pessoas, maior nível em uma década

CEO Diário Estratégico
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O número de brasileiros inadimplentes chegou a 81,7 milhões em 2026, segundo dados de entidades de crédito, alcançando o maior patamar dos últimos dez anos. O contingente representa um aumento de cerca de 38% em relação a 2016, quando o país somava aproximadamente 59 milhões de consumidores com dívidas em atraso.


O volume atual equivale a quase metade da população adulta brasileira, indicando a persistência de dificuldades financeiras entre as famílias mesmo após períodos de recuperação econômica.

De acordo com levantamentos do setor, também houve crescimento no total de dívidas negativadas, que passou de cerca de 231 milhões para mais de 330 milhões no período. O valor médio devido por consumidor também apresentou elevação, refletindo o encarecimento do crédito e o acúmulo de compromissos financeiros.

Especialistas apontam que fatores como inflação elevada em anos recentes, taxas de juros altas e perda do poder de compra contribuíram para o aumento da inadimplência. Com o orçamento mais pressionado, parte dos consumidores passou a utilizar crédito para despesas básicas, elevando o risco de atrasos.

A alta da inadimplência tem impacto direto na economia, ao restringir o consumo e dificultar a concessão de novos empréstimos. O cenário também acende alerta para instituições financeiras e para o governo, que têm buscado alternativas como programas de renegociação de dívidas.

Apesar dessas iniciativas, analistas avaliam que a redução consistente da inadimplência depende da melhora na renda e no nível de emprego, fatores ainda considerados desafiadores no curto prazo.

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