Produtora de “Dark Horse” rejeita delação e afirma: “Não serei o novo Mauro Cid”

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Alvo da Operação Make Up, Karina Gama diz que se sente pressionada a incriminar terceiros e nega ter participado de irregularidades na produção do filme sobre Jair Bolsonaro



A produtora Karina Ferreira Gama, responsável pelo filme “Dark Horse”, afirmou que não pretende fazer uma delação premiada e rejeitou a possibilidade de se tornar uma espécie de “novo Mauro Cid” no âmbito das investigações envolvendo a produção do longa.


Em entrevista exclusiva à CNN Brasil, Karina disse que se sente pressionada diante da condução das investigações e afirmou que não possui informações que possam incriminar outras pessoas.



“Não vou ser o próximo Mauro Cid”, declarou a produtora ao ser questionada diretamente pela CNN. Segundo ela, não participou de nenhuma situação que pudesse incriminar terceiros e sua atuação teria se limitado à produção do filme.


Operação da Polícia Federal

Karina Gama foi um dos alvos da Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal em 10 de setembro. A investigação apura suspeitas relacionadas ao uso de recursos de emendas parlamentares que teriam sido destinados à produção de “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.


A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. Paralelamente, outra investigação relacionada ao filme está sob relatoria do ministro André Mendonça e apura repasses atribuídos a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.



A produtora nega irregularidades e afirma que não recebeu dinheiro diretamente de Vorcaro ou de empresas ligadas ao empresário.


Karina nega participação na gestão dos recursos

Durante a entrevista, Karina afirmou que seu papel era produzir o filme e que não participava da administração do fundo responsável pelos recursos.


Segundo ela, o investidor do projeto era, desde o início, o fundo Havengate. A produtora também declarou que o orçamento passou por alterações durante o desenvolvimento do longa, conforme foram definidos elementos como elenco, locações e equipamentos.



Karina afirmou que o custo total da produção chegou a US$ 13,3 milhões e sustentou que os recursos utilizados eram privados. Questionada diretamente sobre a existência de dinheiro público, respondeu que não.


Relato sobre pressão por delação

A produtora também relatou ter sido procurada por pessoas que ofereceram auxílio jurídico e mencionaram a possibilidade de uma eventual delação premiada.


Segundo Karina, um advogado teria se colocado à disposição para ajudá-la caso ela decidisse fazer um acordo de colaboração. Ela afirmou ainda que posteriormente recebeu contato de um pastor que também teria mencionado a possibilidade de uma delação.



Apesar dos relatos, Karina afirmou que não pretende colaborar nesse formato porque, segundo sua versão, não possui informações que possam incriminar outras pessoas.


Investigações continuam

O caso ainda está em fase de investigação e as declarações da produtora fazem parte de sua versão sobre os fatos. A Polícia Federal continua apurando a origem e o destino dos recursos relacionados ao filme, além das possíveis conexões entre os envolvidos.


Karina nega irregularidades e afirma que está disposta a prestar esclarecimentos às autoridades, mas critica o que considera uma politização das investigações.



O episódio ganhou repercussão por envolver a produção de uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, investigações da Polícia Federal, suspeitas relacionadas a emendas parlamentares e possíveis conexões financeiras envolvendo Daniel Vorcaro.


Até o momento, as investigações não equivalem a uma condenação dos envolvidos, e eventuais responsabilidades ainda precisam ser esclarecidas pelas autoridades competentes.


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