O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, pré-candidato à reeleição em 2026, manifestou apoio à chamada “PEC da Reeleição”, proposta que prevê o fim da recondução para cargos do Executivo — presidente, governadores e prefeitos — e a adoção de mandato único de cinco anos a partir de 2030.
A declaração foi feita durante agenda oficial na Grande São Paulo e ocorre em meio à intensificação do debate político nacional sobre mudanças no sistema eleitoral brasileiro. Segundo o governador, o atual modelo de reeleição prejudica a qualidade da gestão pública ao incentivar decisões de curto prazo voltadas ao calendário eleitoral.
“Hoje eu acho que a reeleição está fazendo mal ao Brasil”, afirmou Tarcísio, ao questionar se governantes conseguem manter uma visão estratégica de longo prazo enquanto enfrentam a pressão por um novo mandato.
A proposta de emenda à Constituição em discussão no Congresso estabelece que, a partir de 2030, todos os chefes do Executivo cumpram apenas um mandato de cinco anos, sem possibilidade de reeleição. A medida vem sendo defendida por parlamentares e lideranças políticas como forma de reduzir o viés eleitoral nas decisões administrativas e fortalecer o planejamento governamental.
Nos bastidores, o posicionamento de Tarcísio é visto como estratégico. Apesar de ser pré-candidato à reeleição ao governo paulista, ele se alinha a uma pauta que pode redesenhar o cenário político nacional na próxima década. A discussão também ganha relevância no contexto das eleições de 2026, quando o tema da reforma política deve ocupar espaço central nas campanhas.
Críticos do modelo atual argumentam que a possibilidade de reeleição estimula políticas populistas e compromete a responsabilidade fiscal, enquanto defensores do sistema afirmam que ele permite a continuidade de projetos bem avaliados pela população.
A tramitação da PEC ainda depende de ampla articulação no Congresso Nacional, já que alterações constitucionais exigem quórum qualificado para aprovação. Enquanto isso, declarações como a de Tarcísio reforçam a pressão por mudanças estruturais no sistema político brasileiro.
