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| Foto: Carlos Moura/STF |
O ministro André Mendonça, do STF, quer respostas sem rodeios: onde foram parar mais de R$ 50 bilhões ligados ao escândalo do Banco Master? A pressão agora recai diretamente sobre o banqueiro Daniel Vorcaro, que até aqui não revelou o destino do dinheiro.
Nos bastidores do Supremo, a avaliação é clara: não basta delatar nomes — é preciso mostrar onde está a fortuna e garantir a devolução aos investidores prejudicados pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Vorcaro, porém, tem alegado que tudo depende da liquidação do banco, conduzida pelo Banco Central. Enquanto isso, o rombo começa a ganhar forma: já foram identificados R$ 4,8 bilhões em bens e recursos possivelmente desviados antes da quebra da instituição.
A situação do banqueiro se complica. Além de citar políticos e autoridades, ele terá que provar que não comandava o esquema — ou pode perder os benefícios da delação, incluindo a chance de escapar de denúncia pela PGR.
Considerado um dos maiores escândalos financeiros do país, o caso levanta uma pergunta que ainda não tem resposta: quem realmente estava no controle — e onde está o dinheiro?

