Com apoio de Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Haddad inicia articulação eleitoral mirando a retomada do principal estado do país em meio a cenário de forte disputa política.

Foto: Roberto Casimiro/Estadão Conteúdo
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), confirmou sua pré-candidatura ao Governo de São Paulo nas eleições de 2026 durante evento realizado na noite de quinta-feira (19), no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo. O ato contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e marcou o início formal da articulação petista no maior colégio eleitoral do país.
A escolha do local tem forte simbolismo político, já que o sindicato é considerado berço histórico do Partido dos Trabalhadores e da trajetória de Lula. O evento reuniu lideranças partidárias, ministros e aliados, sendo tratado internamente como o pontapé inicial da campanha ao Palácio dos Bandeirantes.
Durante o anúncio, Haddad rejeitou a ideia de que sua candidatura seria um gesto de sacrifício político. Em tom enfático, afirmou que entra na disputa com ambição eleitoral: “Disputo eleição para ganhar”. A declaração reforça o posicionamento do ex-prefeito de São Paulo como principal aposta do PT no estado.
A candidatura ocorre em um cenário desafiador. Pesquisas recentes indicam vantagem do atual governador Tarcísio de Freitas, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro e candidato à reeleição.
Para viabilizar a disputa, Haddad deixou o comando do Ministério da Fazenda, sendo substituído por Dario Durigan, até então secretário-executivo da pasta. A mudança atende às exigências legais e permite que o petista se dedique integralmente à campanha.
As eleições estaduais de 2026 estão marcadas para 4 de outubro e devem ocorrer simultaneamente à eleição presidencial, em um cenário de forte polarização política e alta relevância estratégica para o governo federal, já que São Paulo concentra o maior número de eleitores do país.
Com histórico de disputas majoritárias — incluindo a Presidência em 2018 e o governo paulista em 2022 — Haddad retorna ao centro do cenário eleitoral como um dos principais nomes da esquerda para tentar reconquistar o estado mais rico do Brasil.
