Brasília — O advogado do banqueiro Daniel Vorcaro se reuniu com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça para discutir a possibilidade de um acordo de delação premiada no âmbito das investigações que envolvem o Banco Master.
O encontro ocorreu na terça-feira (17) e foi solicitado pelo criminalista José Luís Oliveira Lima, recém-integrado à defesa do banqueiro. Segundo informações apuradas, a reunião marcou o início das conversas formais sobre a viabilidade de colaboração com as autoridades.
A troca na equipe de defesa é vista como um movimento estratégico. Oliveira Lima tem histórico de atuação em acordos de colaboração premiada, incluindo casos de grande repercussão nacional, o que reforça a expectativa de que Vorcaro avalie seguir o mesmo caminho.
Pressão jurídica e avanço das investigações
A possível delação ocorre em meio ao avanço das investigações da chamada Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e corrupção institucional relacionadas ao banco.
O caso ganhou força após decisões recentes do STF. A Corte formou maioria para manter Vorcaro preso em unidade de segurança máxima, o que aumentou a pressão sobre o investigado para cooperar com a Justiça.
Além disso, Mendonça prorrogou o inquérito conduzido pela Polícia Federal por mais 60 dias, atendendo a pedido dos investigadores que alegam necessidade de aprofundar a análise de provas já coletadas.
Possíveis desdobramentos políticos
Nos bastidores, a eventual delação é tratada como potencialmente explosiva. Investigadores apontam que o banqueiro pode revelar relações com autoridades públicas, incluindo políticos e membros do Judiciário, a partir de dados obtidos em seus dispositivos eletrônicos.
O escândalo envolvendo o Banco Master já é considerado um dos mais relevantes do país nos últimos anos, com suspeitas de atuação estruturada em diferentes frentes — desde fraudes financeiras até tentativa de influência institucional.
Próximos passos
Apesar da sinalização inicial, ainda não há confirmação de que o acordo será formalizado. A reunião com o ministro do STF representou apenas a abertura das discussões, e qualquer delação dependerá de negociações com a Polícia Federal e da homologação judicial.
Enquanto isso, o caso segue em fase de aprofundamento investigativo e pode ter novos desdobramentos nas próximas semanas.
*Artigo feito com auxílio de IA

