A decisão foi proferida na tarde desta terça-feira pelo desembargador Eduardo Guilliod Maranhão, relator do processo.
A decisão foi tomada pelo desembargador Eduardo Guilliod Maranhão, relator do processo. A prisão havia sido decretada pela juíza Andréa Calado da Cruz, da 12ª Vara Criminal do Recife, na segunda-feira (23). No entanto, a ordem não foi executada, pois Gusttavo Lima deixou o Brasil na madrugada daquele dia em um voo particular que partiu do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, com destino a Miami, nos Estados Unidos.
Na decisão que anulou a ordem de prisão, o magistrado declarou que os motivos apresentados para a prisão se baseiam em "meras suposições inadequadas e considerações gerais.
No documento, o desembargador também afirmou que não há evidências de que o cantor estivesse abrigando fugitivos ao viajar para a Grécia com o casal José André da Rocha Neto e Aislla Sabrina Henriques Truta Rocha. Ambos são sócios da empresa Vai de Bet, na qual Gusttavo Lima adquiriu 25% de participação em junho deste ano.
Segundo o magistrado, o fato de o artista ter comprado 25% das ações da Vai de Bet "não serve como base sólida para comprovar a materialidade ou indicar autoria dos crimes".
Ordem de prisão
A juíza Andréa Calado da Cruz, da 12ª Vara Criminal do Recife, decretou a prisão preventiva de Gusttavo Lima, além de ordenar a suspensão de seu passaporte e do certificado de registro de arma de fogo. Na decisão, a magistrada mencionou a "conivência" do cantor com fugitivos e destacou uma viagem que ele fez à Grécia com o casal José André da Rocha Neto e Aislla Sabrina Truta Henriques Rocha, sócios da empresa Vai de Bet.
O casal era considerado foragido, mas uma decisão do desembargador Eduardo Guilliod Maranhão, relator do processo, acatou na segunda-feira (23) um pedido de habeas corpus feito pela defesa de Darwin Henrique da Silva Filho, dono da Esportes da Sorte, e estendeu a liberdade para outros 17 presos na operação.
De acordo com o inquérito da Polícia Civil de Pernambuco, os suspeitos de envolvimento no esquema de lavagem de dinheiro e apostas ilegais compraram duas aeronaves da Balada Eventos e Produções LTDA, empresa pertencente a Gusttavo Lima. Eles também teriam viajado para fora do Brasil em uma terceira aeronave da mesma empresa.
Além disso, as investigações apontam que a Balada Eventos está sendo investigada por supostamente ocultar a propriedade de uma aeronave Cessna Aircraft, modelo 560 XLS (matrícula PR-TEM), apreendida no dia 4 de setembro deste ano durante a Operação Integration.
O inquérito revela ainda que as empresas ligadas a Gusttavo Lima teriam recebido cerca de R$ 49,4 milhões da Esportes da Sorte e da Vai de Bet desde 2023.


