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| Foto: Guadalupe Pardo/EFE |
O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a fazer duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chamando o líder brasileiro de “ladrão” e “corrupto” durante uma entrevista concedida à televisão argentina. As declarações representam mais um capítulo da crescente tensão diplomática entre Brasília e Buenos Aires.
Os ataques ocorreram em um momento de forte desgaste nas relações bilaterais. Desde o início do governo Milei, os dois presidentes têm protagonizado divergências públicas motivadas por diferenças políticas e ideológicas, além de críticas relacionadas às eleições argentinas de 2023 e à atuação dos respectivos governos. (Reuters)
As declarações do presidente argentino provocaram reação do governo brasileiro. O Itamaraty decidiu rebaixar o nível das relações diplomáticas com a Argentina, mantendo a representação brasileira em Buenos Aires sob a chefia de um encarregado de negócios, em vez de um embaixador. A medida foi anunciada após a sucessão de declarações consideradas ofensivas pelo governo brasileiro. (Reuters)
Apesar do agravamento da crise política entre os chefes de Estado, especialistas destacam que os laços comerciais e institucionais entre Brasil e Argentina permanecem ativos. Os dois países continuam sendo importantes parceiros econômicos no Mercosul, mantendo cooperação em áreas estratégicas, mesmo diante do distanciamento político entre seus governos. (Reuters)
Analistas avaliam que a continuidade das declarações públicas tende a dificultar a retomada do diálogo diplomático de alto nível, embora a relação econômica entre as duas maiores economias da América do Sul siga preservada por interesses mútuos. (El País)

