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Registros oficiais da Presidência da República indicam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de pelo menos 113 reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, durante o período em que ele ocupava o cargo de chefe de gabinete do presidente.
O nome de Marcola ganhou destaque no contexto das investigações da Polícia Federal relacionadas a suspeitas de irregularidades envolvendo descontos e fraudes contra beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo informações divulgadas no âmbito das investigações, a empresária Roberta Luchsinger teria realizado uma transferência de R$ 249 mil para Marcola. Ela é investigada por possíveis irregularidades relacionadas ao caso e aparece nas apurações como pessoa próxima de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.
Procurado sobre a movimentação financeira, Marcola reconheceu ter recebido o dinheiro, mas afirmou que o valor correspondia a um empréstimo de natureza pessoal, que, segundo ele, já teria sido integralmente quitado.
A repercussão do episódio ocorreu em meio ao avanço das investigações e acabou provocando mudanças na atuação política de Marcola. Após o caso vir a público, ele deixou a chefia de gabinete da Presidência e também se afastou da função que exercia na coordenação da campanha de reeleição de Lula.
Os registros das reuniões, por si só, não indicam irregularidade nos encontros entre Lula e Marcola. A quantidade de reuniões, entretanto, passou a chamar atenção diante da exposição do ex-assessor no contexto das investigações envolvendo o INSS.

